Extrato de goiaba biológico

Autor do artigo: BERTRAND Artigo publicado em: 25/05/2021
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O fruto da goiaba-comum (Psidium guajava L.) é uma fruta apreciada nos seus países de origem e de cultivo, onde é geralmente consumida simplesmente crua. Os frutos são descascados e depois comidos à mão. Na Ásia, são apreciados polvilhados com açúcar e canela. Devido ao seu delicioso aroma doce e ácido, muito intenso, a goiaba também é utilizada na preparação de compotas, doces, chutneys e sobremesas. O sumo dos frutos está presente em muitos sumos multivitamínicos. A goiaba é rica em nutrientes valiosos, razão pela qual é frequentemente designada também como «superalimento». A goiaba-comum desempenha igualmente um papel na medicina tradicional de muitas culturas. Na BERTRAND, utilizamos extrato biológico de goiaba sobretudo devido ao seu elevado teor vitamínico.

A origem do nosso extrato de goiaba

A goiabeira perene é originária das regiões tropicais e subtropicais da América. Segundo estudos, é aqui que se situa o chamado «centro de origem genética», ou seja, é aqui que a forma selvagem da planta apresenta a maior diversidade de formas. Atualmente, existem populações neófitas («introduzidas») em muitos países onde anteriormente não eram nativas — até na Sicília. As goiabas biológicas para o nosso extrato de goiaba são provenientes da Índia e da Malásia. Aqui cultivam-se sobretudo goiabas da variedade «Java Apple», caracterizadas por uma consistência firme, mas simultaneamente suculenta, e por um sabor mais ácido e refrescante. Os nossos fornecedores trabalham de acordo com as disposições e normas europeias relativas à agricultura biológica. Assim, é garantida a elevada qualidade que exigimos de todos os nossos ingredientes.

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As goiabas biológicas para o nosso extrato de goiaba são provenientes da Índia e da Malásia.

Como é produzido o extrato de goiaba?

Dependendo do país de origem, a goiaba tem muitos nomes diferentes, como Jambu bijii, Fan shi liu, Fan tao, Farang ou Goiba. Os frutos, também conhecidos como «marmelos dos trópicos», distinguem-se, consoante a variedade, sobretudo pela cor da polpa. Esta pode ser branca, branco-esverdeada, cor-de-rosa, amarela ou avermelhada e, quando os frutos estão maduros, exala um aroma maravilhosamente exótico. Quando completamente madura, a fruta apresenta nuances de marmelo, pera e figo. Os frutos verdes são muito ácidos e provocam uma sensação adstringente (áspera) na boca.

  1. CULTIVO

    A goiaba é um fruto de plantação adaptável. Isso explica a sua ampla disseminação atual. A goiabeira pode atingir até 10 metros de altura e pertence à família das mirtáceas. Das flores brancas e delicadamente perfumadas formam-se, quando a planta tem entre dois e quatro anos, frutos em forma de ovo, esfera ou pera. O cultivo é possível até uma altitude de 2 100 metros, embora a goiaba prefira locais situados até aos 1 500 metros. Desenvolve-se bem com temperaturas entre 20 e 30 °C, mas também tolera geadas ligeiras. O cultivo dos frutos é dificultado pela mosca-da-fruta-do-oriente, cujas larvas podem destruir colheitas inteiras. Na agricultura convencional, as plantas são, por isso, pulverizadas praticamente todas as semanas. Na agricultura biológica, recorre-se a um processo muito trabalhoso: colocam-se pequenos sacos de plástico à volta dos frutos para evitar uma infestação.

    TEMPERATURAS ENTRE 20 E 30 °C

  2. COLHEITA

    Em condições ideais e dependendo da variedade, a goiaba dá frutos durante todo o ano. Os frutos estão prontos a ser colhidos três a quatro meses após a floração. Nessa altura, a casca, anteriormente cerosa e verde-clara, adquire uma tonalidade amarelada ou avermelhada e os frutos exalam um aroma floral intenso. A polpa pode conter pequenas sementes e caroços lenhosos, que podem ser consumidos. Para exportação, as goiabas são frequentemente colhidas ainda verdes, pois, depois de colhidas, conservam-se apenas alguns dias e são muito sensíveis à pressão. No entanto, os frutos continuam a amadurecer depois da colheita. Aos seis a oito anos de idade, a goiabeira atinge a sua produção máxima e produz cerca de 120 quilogramas por ano.

    PRONTA A SER COLHIDA EM 3–4 MESES

  3. LIOFILIZAÇÃO

    Para as refeições líquidas BERTRAND, precisamos do extrato biológico de goiaba. De acordo com a Farmacopeia Europeia, os extratos são «preparações de consistência líquida, semissólida ou sólida …». Para os nossos produtos, precisamos da consistência sólida, ou seja, de um extrato seco. Este é produzido através do processo de liofilização. Neste processo, o alimento — neste caso, a fruta da goiaba — é primeiro congelado muito rapidamente e de forma suave em máquinas especiais de liofilização. Em seguida, numa câmara de vácuo, é retirada uma grande parte da água da fruta ultracongelada. A água evapora durante este processo. As vitaminas e o sabor permanecem praticamente intactos. Após a liofilização, a fruta seca é moída até formar um pó fino, com a ajuda de ferramentas de moagem e a baixas temperaturas. De acordo com as normas biológicas, não são utilizados adjuvantes nem aditivos, como conservantes ou semelhantes.

    AS FRUTAS SECAS SÃO MOÍDAS ATÉ FORMAR UM PÓ

Porquê a goiaba?

A fruta da goiaba é extremamente rica em substâncias vitais. Para as nossas refeições líquidas BERTRAND, damos especial importância às vitaminas do complexo B, fornecidas pelo extrato biológico de goiaba. Mas vejamos primeiro os valores nutricionais gerais desta fruta exótica:

Energia
As goiabas fornecem apenas 34 quilocalorias por cada 100 gramas de fruta fresca. Por isso, estão entre as frutas com menos calorias e, neste aspeto, são comparáveis à melancia ou aos morangos. Ao secar, a densidade energética aumenta quatro a seis vezes. No entanto, como o pó pesa pouco, a quantidade consumida é significativamente menor. Assim, apenas uma pequena proporção de «calorias da goiaba» chega aos nossos produtos.

Água
A fruta fresca contém quase 84 por cento de água. Esta é-lhe praticamente totalmente retirada através da liofilização e da subsequente moagem.

Hidratos de carbono
O teor de hidratos de carbono da goiaba é de 5,82 por cento e é composto por cerca de 60 por cento de frutose e quase 40 por cento de glicose.

Proteína
O teor de proteína de 100 gramas de fruta é, em média, de cerca de 1,0 por cento. Estão presentes os oito aminoácidos essenciais e quase todos os aminoácidos não essenciais.

Gorduras
As goiabas têm um teor de gordura de apenas 0,5 por cento. No entanto, este inclui também os valiosos ácidos gordos ómega-3 e ómega-6. O ácido linoleico e o ácido linolénico, igualmente presentes, são considerados benéficos para a pele e o cabelo.

Fibras
Dos 5,2% de fibras da goiaba, destacam-se sobretudo as pectinas. As pectinas incham no estômago e proporcionam uma sensação de saciedade prolongada. As fibras são importantes para o bom funcionamento dos órgãos digestivos. Em conjunto com óleos essenciais, substâncias vegetais secundárias (como o licopeno, que protege as células) e taninos, o extrato de goiaba biológica resulta num suplemento alimentar cujos nutrientes e substâncias vitais são realmente dignos de nota.


Goiaba na medicina natural e na cosmética

Em muitos dos seus países de origem, as goiabas são consideradas plantas medicinais. Estudos farmacológicos demonstram que, por exemplo, as folhas da goiabeira podem ter efeitos antibióticos, antioxidantes e antialérgicos. Ainda hoje, as folhas são utilizadas em decocção pelos povos indígenas da Amazónia contra problemas gastrointestinais (diarreia, náuseas e vómitos). Estudos clínicos comprovam o efeito terapêutico nestes problemas. Mastigadas cruas, as folhas jovens podem ajudar a combater o sangramento das gengivas e o mau hálito. Na MTC (Medicina Tradicional Chinesa), é produzido um narcótico a partir das folhas de goiabeira. Por vezes, o efeito das folhas e da casca é mesmo descrito como semelhante ao da morfina.

Os extratos de goiaba são amplamente utilizados na cosmética. Óleos de massagem, produtos de proteção solar, águas faciais, brilhos labiais e produtos de cuidado em geral contêm extratos de goiaba. Os seus antioxidantes bioativos destinam-se a proteger a pele dos radicais livres e das influências ambientais nocivas. Para o efeito, são frequentemente utilizados subprodutos e resíduos, como casca, sementes ou polpa, provenientes do processamento da fruta. Segundo o Instituto Fraunhofer de Engenharia de Processos e Embalagem (IVV), trata-se de uma fonte interessante de substâncias vegetais secundárias, que podem desenvolver os seus efeitos em produtos cosméticos.

Créditos das imagens
  1. Imagem na parte superior da página: Sutana4 via Shutterstock
  2. Mapa da Ásia: cash1994 via Shutterstock
  3. Imagem da publicação, goiabas sobre fundo branco: Anna Kucherova via Shutterstock
Artigo publicado em: 25/05/2021